Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras, pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais são fundamentais para o desenvolvimento intelectuais dos portadores
Nos últimos anos, ser diagnostica com Síndrome de Down deixou de ser uma sentença que determina o potencial de alguém. Durante muito tempo a pessoa com Down foi vista como se fosse doente ou mesmo como uma eterna criança, uma relação social que dificultava, ou até impedia, que se desenvolvesse dentre suas potencialidades.
A Síndrome de Down não é uma doença, é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21. Tal alteração afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas. Contudo, hoje, com cada vez mais qualidade e expectativa de vida maior, portadores tem muito a comemorar. Isso porque os tratamentos das patologias associadas à síndrome têm feito grande diferença. Tendo em vista que pessoas com Down têm grandes chances de ter doenças como problemas cardíacos, hipotireoidismo, doença celíaca e leucemia.
Problemas de visão, audição e motores também se transformam em um obstáculo para o desenvolvimento e à aprendizagem, independentemente do atraso intelectual. Por isso o acompanhamento médico deve constante e a estimulação deve ser iniciada o quanto antes.
A equipe deve contar com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras, pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Através do tratamento multidisciplinar, estes profissionais ajudam aos portadores da síndrome a aprimorarem a dicção, a força muscular e a desenvolver outras habilidades.
É importante lembrar, no entanto, que todo o tratamento é importante, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a criança desenvolve a capacidade de os neurônios formarem novas conexões, mas que o desenvolvimento do paciente vai depender de um conjunto de fatores, como, além do acompanhamento médico, a estimulação feita pela família e a doenças associadas, como o autismo, por exemplo.
