segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Derrubando barreiras



Iniciativas de inclusão social fazem com que a cidadania se amplie e permitem que as pessoas se conscientizem de que incluir significa tratar com igualdade

Eles são campeões olímpicos, são bailarinos, cantores, trabalham, dirigem o seu próprio carro, tem filhos e levam uma vida comum. Mas nem sempre foi assim. Já houve época em que o deficiente vivia isolado da sociedade e ainda não havia se pensado em inclusão social no País.
A terapeuta ocupacional e psicanalista Dra. Wanira Scilla, que trabalhou com um paciente com deficiência visual quando ainda estava na faculdade, sentiu a necessidade de adaptá-lo ao jardim de infância. “Eu fiz uma visita a uma escola, na época um EMEI, da prefeitura, e comecei a fazer a adaptação dessa criança”, diz Scilla. Para ela, aquela era uma criança normal do ponto de vista de inteligência, só tinha uma deficiência visual, e precisava conviver com outras crianças.
Ela também se lembra do quanto foi difícil esse processo “a professora olhou para a criança e falou: não, eu não vou poder ficar com essa criança porque ela é cega e eu não sei o que fazer com ela”. Mas isso não fez com que a profissional desistisse, “isso despertou em mim esse interesse pela inclusão”, afirma Dra. Wanira.
Em 1892, a Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceram o Programa Mundial para as Pessoas com Deficiência, no qual três princípios básicos foram apresentados e defendidos em diversas partes do mundo. São eles: prevenção, reabilitação e equiparação de oportunidade.
Hoje, cerca de 24 milhões de brasileiros são deficientes. Só em São Paulo, 12% dos mais de 11 milhões de habitantes da cidade têm algum tipo de deficiência, segundo dados do Censo 2010. É verdade que ainda há muito a se fazer para proporcionar a plena acessibilidade e inclusão social das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, mas a capital paulista se tornou referência no que se refere a políticas públicas voltadas a essa parcela da população.
Mas isso só é possível porque existem pessoas como Sandra dos Santos Reis, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD). Mãe de uma criança que nasceu com luxação congênita de quadril, o que não a permite ter equilíbrio, Sandra se empenha na luta pelos direitos dos deficientes desde o nascimento do filho, em 1979. Ela conta que, naquela época, os deficientes não tinham o respeito da sociedade e muitas vezes nem mesmo da própria família. “Conheci um casal português que escondeu o filho deficiente por mais de 20 anos. Ninguém da família, que morava em Portugal, sabia que eles tinham uma criança deficiente”, lembra.
Sempre engajada na luta por direitos para a pessoa com deficiência, após seu filho se casar, Sandra passou a trabalhar com crianças deficientes como voluntária no programa de Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC), da Universidade de São Paulo (USP). O que ela não sabia é que tinha propensão a desenvolver uma doença que a faria também adquirir uma deficiência. Diagnosticada com espondilite anquilosante, uma doença genética degenerativa que causa inflamação dos tecidos conectivos, com cada vez mais dificuldades para caminhar, Sandra passou a andar de cadeira de rodas.
Mas isso não a desanimou e ela resolveu integrar o Conselho da Pessoa com Deficiência, órgão que compõe a estrutura da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), que visa garantir que as pessoas com deficiência tenham direito a uma vida digna, com qualidade, igualdade e efetiva inclusão cultural, educacional, social e política, do qual hoje é presidente. Para Sandra “o mais importante é saber que essa geração terá uma vida melhor do que a que tínhamos há 20 anos”.
Ela ressalta a importância de todas as conquistas do CMPD: antes não existia nenhum tipo de serviço referencial, todos os tipos de deficiência eram tratados como caso de ortopedia. “Se em 1979 eu tivesse pelo menos um terço do que existe hoje para atendimento seria muito bom”, afirma.
O presidente da Associação em Defesa dos Direitos de Pessoas Deficientes e de Mobilidade Reduzida, Galdino Oliveira Teixeira, que adquiriu uma deficiência após sofrer um acidente em que foi lançado por um ônibus, afirma que é possível superar a deficiência. Para ele o indivíduo adquire uma lesão, fica com sequelas, “mas a deficiência está na mente”.
Galdino diz que a falta de respeito da sociedade se deve ao fato de que as pessoas não estão preparadas por não ter acontecido com ele ou na família. “Ele não sabe o que é ter uma deficiência, por isso são importantes as feiras de inclusão”, diz.
Dra. Wanira Scilla ressalta a importância do acompanhamento multidisciplinar e acompanhamento à família “a criança com deficiência ao nascer ou ao adquirir a deficiência deixa a família muito fragilizada. E cada área é responsável pelo desenvolvimento da criança naquele setor”, diz.
Adilson Matos dos Santos, condutor de transporte escolar, é o pai de Maria Vitória dos Santos, 9 anos. Vitória tem paralisia cerebral. Ela nasceu quando a mãe ainda estava no quinto mês de gestação e desde os seis meses de idade já começou a fazer tratamento de terapia ocupacional. Os pais não excluem Vitória de nada, mas dizem que a grande dificuldade é conseguir estacionar. “Muitas vezes as pessoas não respeitam as vagas, mas procuro sempre fazer valer os direitos dela”, diz Adilson. 
Silvana Costa Feltran, pedagoga, é mãe de Marco Antonio Feltran Junior, 18 anos. Ele adquiriu hemiparesia após um acidente de carro, quando tinha 10 anos. Para Silvana o processo de adaptação e entendimento do que estava acontecendo foi muito doloroso para a família. “Não vejo a aceitação como algo difícil para nossa família, mas entender sim era complicado. Como seria a reabilitação, por exemplo, era algo complexo. Tínhamos a nossa rotina diária, e ela foi toda modificada em virtude do que aconteceu”, desabafa.
Junior faz tratamentos de terapia ocupacional, fisioterapia, hidroterapia, arteterapia, musicoterapia, fonoaudiologia e também fez, por cerca de um ano, o tratamento de equoterapia.  “Tudo foi crucial para o desenvolvimento de meu filho. Se ele anda hoje, sei que foi em função desse tratamento”, afirma Silvana. 
A pedagoga diz que andar nas ruas de São Paulo é uma das tarefas mais difíceis. Para ela, as calçadas em desnível era uma verdadeira maratona todas as vezes que precisava sair com ele na cadeira de rodas. “Hoje apesar de ele não precisar mais de cadeiras de rodas, qualquer coisa o desequilibra”.
Quando o assunto é acessibilidade na escola, Silvana diz que não poderia ter sido melhor. Ao saber do acidente, a escola já começou a se organizar para recebê-lo. A mãe optou por mantê-lo na escola regular porque sempre acreditou na inclusão, sem contar que “estar entre seus velhos amigos foi bom para avivar a memória e para a sua reabilitação”, diz.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vocação: cuidar

“Quando vi aquilo fiquei encantada e falei é isso que eu quero fazer”.

Muitos jovens usam a internet como ferramenta para escolher uma profissão, mas para a terapeuta ocupacional e psicanalista, Dra. Wanira Scilla foi bem diferente. Certo dia perguntou a uma vizinha, que via sempre indo para o Hospital das Clinicas (HC), em São Paulo, o que ela fazia. E a resposta a deixou mais curiosa, quando a ouviudizer que era terapeuta ocupacional queria saber o que fazia aquele profissional. Após ser apresentada a terapia ocupacional já sabia “é isso que eu quero fazer”.
Os primeiros anos de faculdade, na Universidade de São Paulo (USP), foram maravilhosos. No segundo ano veio seu primeiro estágio, no HC. Foi nesta época que a Dra. Wanira pode perceber que nada acontece por acaso. Quando ainda criança, seu pai sofreu um acidente, em que cai e bateu a medula. Tal trauma foi responsável por que desenvolvesse um câncer e o deixou paraplégico, uma complicação, mais tarde, o levou a morte. “Minha mãe me contava que eu sentava, pequenininha, e brincava na cadeira de rodas”, lembra a terapeuta ocupacional. Para ela, seu pai, inconscientemente, é o grande responsável por sua escolha, “eu acho que a escolha [da profissão] está voltada a algum aspecto de vivencia, sob a visão psicanalítica. É algo que você quer resgatar”, afirma.
Diz um velho ditado que o primeiro amor a gente nunca esquece, na terapia ocupacional podemos dizer que o primeiro paciente a gente nunca esquece. E a Dra. Wanira lembra muito do seu, um médico que havia sido baleada e estava em profunda depressão, “quando abri a porta ele puxou o lençol e cobriu a cabeça”, conta. Não tinha experiência, nem mesmo sabia como agir, mas após colocá-lo nos aparelhos e conseguir deixá-lo em pé, o paciente tirou uma bala do bolso e a deu, neste momento “as lágrimas escorriam”.
Ainda na época da faculdade, Dra. Wanira começou a trabalhar com crianças deficientes, o que despertou nela um sentimento, a necessidade de integrar o deficiente na sociedade. Depois de formada, Dra. Wanira Scilla montou uma clínica, a Clínica Puire Habilitação e Reabilitação, que acolhia crianças a partir dos três meses de vida e tinha como objetivo habilitar e reabilitar a pessoa com deficiência.
A clínica oferecia ao deficiente tratamento multidisciplinar, com atendimento de terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e psicólogos. Classes especiais foram montadas para preparar essas crianças para a inclusão na escola comum e torná-las independentes, além de orientar os pais.
Segundo a terapeuta ocupacional a criança com múltipla deficiência congênita ou adquirida deixa a família muito fragilizada, por isso é fundamental o trabalho de inclusão feito com os pais. Ela defende que o fato de não saber líder com a deficiência faz a família superproteger ou rejeitar, duas possibilidades que podem levar a criança a um atraso no desenvolvimento. “Se eu trato aquela criança com muita superproteção, eu não deixo a criança se desenvolver na potencialidade que ela tem e se eu trato aquela criança com a rejeição ela vai ficar rebaixada”, diz a Dra. Wanira.
No entanto, após anos de dedicação a inclusão social de crianças com deficiência, proporcionando às pessoas com deficiência uma vida mais digna, de qualidade e mais independência, a clínica foi fechada.  
Após o fechamento da clínica, Dra. Wanira continuou trabalhando com crianças, mas desta vez em uma UTI infantil, o que segundo ela é algo muito difícil. “Nessa profissão você não pode perder a emoção, você tem que estar presente com o racional e com o emocional. Só que você não pode carregar isso pra tua vida”, explica.
Na UTI, a Dra. Scilla se recorda de ter visto muitas coisas duras, médicos que simplesmente ignoravam os sentimentos de mães e destruíam o sonho de mulheres que só queriam sair daquele lugar com seus filhos nos braços.
Em especial, Dra. Wanira Scillase recorda com carinho de um paciente: o Rafael. Segundo a terapeuta ocupacional, uma médica repetia diversas vezes a mãe que seu filho iria morrer. Sensibilizada com o desespero da mãe daquele bebê, que era um recém-nascido, a TO resolveu consolá-la e aproveitou para dar-lhe um conselho: “mãe, se ele vai morrer ou não, nós não sabemos. Na realidade o estado dele é muito grave, mas é o teu primeiro filho, então você tem que viver a maternidade por inteiro”.
Na ocasião, Dra Wanira, que mãe de duas filhas, precisou se ausentar porque uma delas havia ficado doente. Quando retornou ao trabalho descobriu que o pequeno Rafael já não estava mais ali, tinha recebido alta e voltado para casa. Dois anos depois, uma surpresa: adentra ao hospital uma mãe com uma criança no colo, que questionou a doutora se ela reconhecia aquela criança em seus braços. Era o Rafael, que se tornou uma criança forte e saudável.
Momentos como este fazem com a Dra. Wanira Scilla classifique a terapia ocupacional como algo “muito gratificante e muito feliz”. Segundo ela a profissão lhe proporcionou crescer na vida como ser humano.“Para mim foi uma vida muito rica. Eu acho que eu vivi a terapia ocupacional como uma coisa emocional muito forte, além da técnica”, conclui.

Matéria publicada nas revistas Fisioterapia em Revista e Terapia Ocupacional em Revista

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O amor tem dessas coisas


Quantos já amei? E quantos eu realmente fui capaz de deixar de amar? Afeição, afeto, amizade, apego, benevolência, carinho, fraternidade, ternura, ardor, chama, flama, fogo, paixão, xodó... ou simplesmente AMOR. Segundo o dicionário Aurélio amor, entre os vários significados, quer dizer dedicação absoluta de um ser a outro. 
Engraçado ver um dicionário tentando explicar o que significa amar. Mais engraçado ainda é perceber que até lá é possível encontrar que há várias formas de amor. 
Escritores, compositores estão a todo o momento tentando encontrar meios para explicar o amor, mas a única explicação que consigo enxergar é: não há explicação. Passamos na vida por várias fases. Nos apaixonamos e desapaixonamos. Mas será que é possível deixar de amar uma pessoa após tê-la amado tanto? Costumava acreditar que sim, era possível deixar de amar, mas me deparando com alguém que um amei descobri que não, não é possível deixar de amar. É claro que o amor muda. Ele se reinventa, mas não acaba.
Uma pessoa que antes não passava de uma remota lembrança passa a de novo fazer parte da minha vida, como em um passe de mágica. Não é a mesma coisa, pois estarmos juntas não me parece ser mais possível, caminhos distintos foram tomados lá atrás e apesar de muitos casais que se separam terminarem com o discurso “quem sabe nossos caminhos não se cruzam lá na frente e pode ser que dê certo”, quando duas pessoas tomam caminhos diferentes cada passo a mais dado faz com que elas ficam mais distantes. Mas isso não quer dizer que o amor tenha que acabar ou que acabou. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Três metros acima do céu



Enquanto lia a coluna do Ivan Martins, As primeiras sensações, pude confirmar o que ele disse, “as coisas que você se lembra de uma paixão antiga são aquelas que aconteceram no começo”. Engraçado isso, não é?
Mas lembrar-se dos bons momentos ao lado de quem se ama, ou pelo menos se acredita que ama ou amou, não apaga tudo o sofrimento que passamos, cada lágrima derramada, noites em claro, horas vidradas ao telefone esperando que ele tocasse.
O fim de um relacionamento é sempre triste, mas aprendi que devemos esperar do outro apenas o que ele é capaz de nos dar, excesso de expectativa só fará com que você se decepcione.
Às vezes, um dos lados segue acreditando que foram feitos um para o outro e espera que um dia seus caminhos voltem a se cruzar, na verdade o que ele não sabem é que quanto mais distinto são os caminhos seguidos, cada passo a mais só faz aumentar a distancia entre os dois, que não percebem que as coisas na vida só acontecem uma única vez.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Colegas



Com estreia prevista para 9 de novembro, o filme Colegas traz um mix de amor, esperança, preconceito e superação, uma verdadeira aula de inclusão social. De forma inocente e poética trata de coisas simples da vida através dos olhos de três jovens com Síndrome de Down.
Em busca de seus sonhos, Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pokk) e Márcio (Breno Viola), fogem do instituto onde vivem, em um carro velho, para ganharem o mundo. Enquanto experimentam o sabor da liberdade acabam se envolvendo em inúmeras confusões e aventuras como se a vida não passasse de uma eterna brincadeira.
O longa recebeu, em agosto, o prêmio Kikito de melhor filme no Festival de Gramado. Colegas também levou para casa os prêmios de melhor direção de arte e especial do júri, para os atores Ariel, Rita e Breno.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Psiu, o veneno está escorrendo


Cuidado para que seus hábitos não se transformem em seu destino

Ando de transporte público todos os dias e quem utiliza esse meio para se deslocar pela cidade há de concordar comigo que a velha máxima “mais um na multidão” não se aplica em São Paulo, pelo menos não dentro dos ônibus e trens da capital paulista.
É comum alguns se destacarem nos coletivos da cidade, seja para o bem ou para o mau. Sempre há aquela pessoa que não conseguimos para de olhar tamanha sua beleza, aquelas amigas empolgadíssimas que de tão nostálgicas não conseguem conter os ânimos e compartilham com todos a tal novidade que as deixou tão eufóricas. Há também aquelas pessoas que acham que somos obrigados a ouvir as suas conversas ao celular, pois falam aos berros, ou ainda que temos que compartilhar do mesmo gosto musical que o outro, estes tem alguma dificuldade de usar fones de ouvido.
Ontem na minha volta para casa fiquei impressionada com o que eu vi, ou melhor, ouvi. Esperando na fila para entrar no lotação – aliás, é incrível como o povo brasileiro adora fila, não podem ver ninguém parado que em segundo isso se torna uma fila quilométrica - atrás de mim uma senhora, aparentemente com quase 50 anos, reclamando e desdenhando dos que passavam.
Primeiro essa senhora falou o coque que a outra estava usando – aquele que fazemos quando não estamos muito afim de arrumar o cabelo e resolve qualquer que seja a situação dele. Não satisfeita começou a falar de outra mulher que não passou a catraca e ficou conversando com o motorista e o cobrador, muito provavelmente  eram conhecidos, mas para essa doce senhora ela estava ali somente para não pagar a condução.  E não parou por ai durante todo o percurso até o ponto onde ela desceu, um antes do meu, não houve uma trégua se quer, nem as pessoas que passavam na rua escaparam de sua língua afiadíssima.
Isso me fez refletir sobre o que leva uma pessoa a falar de outra. Que direito temos de julgar e apontar os defeitos do outro?
Normalmente, na maioria dos casos, quem faz isso são aquelas pessoas que não tem muito que fazer ou levam uma vida tão sem emoção, que para se distrair acabam usando o outro. O problema é que o que fazemos na nossa vida, nossas conquistas, derrotas, sofrimentos e prazeres, comportamentos do cotidiano, tudo será repetido infinitas vezes, como defendia o pensador alemão Nietzsche.
Acho que o que ele quis dizer com isso é que tudo o que fazemos vira hábito e, às vezes, tudo fica tão automático que nem nos damos conta de que estamos fazendo. É como reclamar de todos os seus namoros que não deram certo, mas não parar para pensar no por que não deram certo. Na teoria é fácil, vamos começar avaliando o porquê cada um acabou. Será que a culpa foi sempre do outro, ou será que em todos os seus relacionamentos você cometeu os mesmos erros?
Criamos padrões e os repetimos diariamente, até aí tudo bem, pois os hábitos economizam energia e nos liberam para novas tarefas.  Mas é preciso ser responsável por sua vida, como se ela fosse se repetir infinitas vezes, pois o hábito pode, sem querer, virar seu destino.


 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Aprendendo a viver melhor


Atividade física pode ajudar para uma melhorar qualidade de vida

Vinte milhões, este é o número de brasileiros com mais de 60 anos, segundo o Censo 2010. A pesquisa indica que em 2030 o País terá mais de 40 milhões de idosos.  Com aumento da expectativa de vida, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais ganham papel de destaque, pois são fundamentais para a produção de qualidade de vida que a sociedade tanto anseia.
Estes profissionais buscam, cada vez mais, por métodos capazes de proporcionar às pessoas a escolha de envelhecer melhor. Mesmo que tenham disposição genética para viver muito, viver bem também é importante.
A terapia ocupacional e a fisioterapia tornam-se essenciais às pessoas da melhor idade, ajudando-as a vencer desafios e a superar os seus limites. Sociabilização, convivência com pessoas de bom humor e prática de exercícios físicos são iniciativas capazes de atrasar o envelhecimento com eficiência.
Hoje a vontade de viver é tamanha que uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que 64% dos paulistanos não têm medo da velhice. E a ideia de que a terceira idade tem uma vida monótona e quase sem convívio social torna-se cada vez mais ultrapassada, o número de idosos que participam de atividades físicas, divertindo-se, viajando, dançando e com a vida social ativa é cada vez maior.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

20 de julho: Dia do Amigo







Como já dizia Shakespeare “amigos são a família que nos permitem escolher”. É engraçado como tanta gente passa pelas nossas vidas e nem todas ficam?! Mas o mais intrigante ainda é como essas pessoas podem nos marcar.
Podemos ter vários amigos, mas sempre existe aquela pessoas especial, que é como se fosse sua irmã, é assim que fomos minha amiga e eu. Nós nos brigamos, mas nos amamos, fazemos loucuras e nos divertimos. Ah, e somos inseparáveis também. Somos irmãs só que temos pais diferentes, sabe.
Já passamos por tantas coisa juntas, houveram momentos de risos e de lágrimas, mas sempre estávamos juntas...
Às vezes me pego pensando como será nossa amizade daqui a alguns anos, há tanto ainda para acontecer. Mas quer saber de uma coisa?! Não importa o quanto longe nós estejamos ela sempre estará comigo, onde quer que eu vá. Sempre teremos uma a outra para se apoiar pela estrada até o nosso final feliz.
Todos os momentos que passamos, vou guardar como fotos e prendê-los em meu coração para sempre. Nunca vou te esquecer amiga.
Feliz dia do amigo!!



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Movimento ‘Fora PM’ divide opiniões


(Novembro/2011)

A Universidade de São Paulo (USP) uma das melhores faculdades do País, senão a melhor, e reconhecida mundialmente é dona de um currículo de dar inveja a qualquer universidade. Detentora de vários prêmios, entre eles o de estar entre as 500 melhores universidades do mundo, por exemplo, segundo a própria instituição, é fruto do talento e dedicação dos docentes, alunos e funcionários. Mas a USP não detém apenas títulos, também coleciona diversos escândalos ao longo de toda a sua existência. O mais recente foi a ocupação da reitoria da Universidade por estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas (FFLCH), que reivindicam a saída da Polícia Militar do campus. A ocupação durou cerca de dois meses, mas chegou ao fim na madrugada do último dia 8 de novembro e se tornou assunto nos principais jornais da cidade.
Durante a reintegração, 73 alunos foram detidos e indiciados por dano ao patrimônio público e desobediência à ordem da Justiça. Eles também foram responsabilizados por danos ambientais devido às pichações feitas nas paredes do imóvel. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chegou a falar, na ocasião, que os estudantes retirados do prédio da reitoria precisavam de “uma aula de democracia.”
O movimento “Fora PM” tem sido motivo de muitas discussões e tem divido opiniões. Segundo o professor universitário, Vinícius Souza, os estudantes querem segurança, mas afirma “não da PM, a polícia mais violenta do mundo, treinada para vigiar e reprimir. A universidade é um espaço de livre pensamento, não de repressão. O que vai trazer segurança para a USP é uma iluminação descente e, principalmente, a abertura do campus ao público.”
Já para o jornalista Luiz Fernando Secco, os alunos da Universidade de São Paulo “não passam de ‘filhinhos de papai’, que não tem o mínimo respeito com o patrimônio da sociedade”, desabafa o comunicador.
Segundo o jornalista, que diz já ter sido convidado para diversas festas realizadas dentro da Universidade, “a USP é ‘terra de ninguém’, todo mundo faz o que quer e lá é o paraíso das drogas. As pessoas tentam justificar seus erros, e não querem ser punidas por eles, por isso querem a PM fora”, afirma Secco.
Essa discussão, ao que tudo indica, não terá um fim tão próximo e tem muita água para rolar. Enquanto os alunos e uma minoria defendem que a segurança da USP precisa ser feita por uma guarda preparadas para lidar com o indivíduo, outros continuam achando que os alunos são apenas ‘garotos mimados’ que já já  voltam para as suas casas e tudo acabará em nada. Contudo, o mais importante é a sociedade se conscientizar de que SIM, precisamos de uma policia melhor preparada.
 A polícia que mata
Dados divulgados pela Secretaria de Segurança e analisados pela Ouvidoria da polícia mostram que em cinco anos - período de 2005 a 2009 - a Polícia Militar de São Paulo matou mais que todas as polícias dos Estados Unidos juntas.
Em entrevista publicada no blog Arma Branca (armabranca.blogspot) o ex-subsecretário nacional de Segurança, Guracy Mingardi, diz que tal fato se dá por uma questão cultural da sociedade brasileira, que tende a apoiar  os assassinatos  cometidos por policiais  e prega que “bandido bom é bandido morto.”
No livro Rota 66 - A história da Polícia que Mata, escrito pelo jornalista Caco Barcellos, por exemplo, fruto de oito anos de pesquisas, reúne dados que levam a identificação de 4.200 vítimas, em sua maioria jovens negros e morados de favelas, mortos por policiais militares. Segundo explicações da PM, todas as mortes se deram por resistência dos delinqüentes, mas nem todos os assassinatos ficaram totalmente esclarecidos.
Como fazer a diferença?
Segundo o professor Vinícius Souza, as coisas só irão mudar quando a sociedade mudar o seu modo de pensar. “Não podemos permitir que a PM entre na USP e reprima os alunos, assim como não devemos aceitar que façam isso com o morador do Grajaú. O que a sociedade quer é que a PM bata nos estudantes, assim como é feito com o cara que mora no Grajaú”, conclui o professor.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nada nos deram, tudo conquistamos


Cleuza Ramos há mais de 20 anos dedica sua via a realizar sonhos dos outros

“Não acredito em coincidência. Quando duas peças se encontram é porque elas fazem parte de um mesmo quebra-cabeça.” Essa frase dita por Antônio Fagundes em uma cena do filme A dama do cine Shangai, em 1987 e que também está no livro Da dignidade à oportunidade, de Goimar Dantas, ilustra bem a história de Cleuza Ramos. 
Líder comunitária, ela vem dedicando sua vida à realização dos sonhos dos outros. Cleuza compôs e participou de diversos grupos religiosos na Igreja Católica e foi nesta época, quando esses grupos começaram a discutir temas como a Teologia da Libertação, e as mudanças políticas que vinham ocorrendo no Brasil que ela passou a integrar o PT, Partido dos Trabalhadores.
Tantas informações que recebia, a levaram a um conflito, pois o discurso utilizado pela igreja tornava-se cada vez mais distante da vida que levava. “Eu estava muito infeliz porque falava de liberdade, mas ao mesmo tempo não me sentia livre”, disse ao lembrar do seu primeiro casamento.
Foi na mesma igreja que conheceu o hoje advogado e deputado estadual reeleito, Marcos Zerbini. Juntos, desde a década de 80, eles vêm tocando a ATST, Associação dos Moradores Sem Terra de São Paulo, movimento que nasceu como todos os outros “sempre demandando a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, dos órgãos similares da Prefeitura da Capital, fazendo caravanas à Brasília, participando de passeatas e manifestações”, conta ela.
Cansados de promessas os participantes dos grupos decidiram ir mais longe. “Começamos a pensar em alternativas e discutir a possibilidade de comprar terrenos coletivos. Um ajudando o outro e o grupo todo se ajudando, conseguimos construir um bairro. Independente de governos”, conta ela. Hoje a associação ajuda a mais de 20 mil famílias. O objetivo é o de sempre: viabilizar moradias de qualidade para aos menos favorecidos. “Para isso nós procuramos reunir grandes grupos aos quais passamos toda a espécie de orientação, inclusive jurídica. Essas famílias contribuem com cotas e adquirem lotes de terra onde futuramente construirão suas casas”, explica Cleuza.
Não satisfeita, em 2004 ela ainda participou da criação da Associação Educar para Vida. “A princípio nosso foco era apenas os filhos dos moradores das nossas comunidades. Hoje a Associação já atende a mais de 50 mil estudantes de todos os cantos da Grande São Paulo. Eu me lembro que olhava para aqueles meninos e dizia: meu Deus, aos 18 anos esses meninos vão terminar o colegial e virar concreto?”
Descrita por todos como uma mulher forte e guerreira, Cleuza, confessa que muitas vezes pensou em desistir. “Sentei no banquinho de réu da Justiça quatro vezes. Fui absolvida em todas”, lembra ao falar dos problemas jurídicos que foi obrigada a enfrentar no grupo de moradia. Emocionada explica que não larga nada porque, “quando olho para traz, vejo que não posso viver sem isso.” E vai mais longe revelando que quando chega em cada reunião das quais participa se questiona: “Senhor, como posso viver sem isso?”
Em meio a lágrimas, Cleuza tenta explicar o que sente em relação à associação: “a gente pode viver sem comer? Se não comer você morre, para mim é a mesma coisa. Se eu ficar sem isso tudo, essa minha vida eu morro, não teria motivos para viver”, desabafa.
“Deus sabe o que cada pessoa tem em seu coração. Elas têm seus desejos e eu não tenho o direito de fazer um projeto para a vida delas. É por isso que a nossa associação ainda sobrevive e as outras que nasceram com ela, já morreram todas”, diz, e conclui: “A gente responde a uma realidade, que nos é colocada de um jeito diferente a cada dia. Olhamos para as pessoas, não para o projeto.”

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os antigos continuam exuberantes


Og Pozzoli: o pai do antigomobilismo




Ter um carro está nos planos de muita gente, mas para muitas pessoas é muito mais que ter um veículo, é curtir uma paixão. É como ter pedaço da história em sua própria garagem. Os carros antigos não são simplesmente carros, são peças raras feitas à mão, em uma época em que não se tinha pressa e que passear em um deles era um acontecimento.
Mas como falar de carros antigos sem falar de Og Pozzoli? E lá fui atrás daquele que é considerado o “pai” do antigomobilismo. Confesso a vocês que fui surpreendida. Og me recebeu em seu escritório na Av. Pacaembu, ao chegar me deparei com uma Mercedes branca de 40 anos atrás, uma verdadeira obra de arte bem ali estacionada.  Subindo a escadaria do imóvel, bem no topo me esperava um senhor de cabelos brancos e um bigode bem simpático. Era Og.
O empresário, de 81 anos, é dono de uma colação de 170 carros restaurados e guarde em seu acervo mais que máquinas, guarda muitas histórias. Og é proprietário, por exemplo, do Lincon 1938, carro que carregou o Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil. Adivinhem quem foi o motorista? Seus carros também fizeram parte da homenagem aos 70 anos da Imigração Japonesa. E desta vez, Og dirigiu para a imperatriz Michiko, na época princesa do Japão.
Og Pozzoli começou sua coleção sem perceber. Seu primeiro carro que se tornou artigo de colação foi um Lincon Continental 1948, ele o adquiriu em 1958. “Era um o carro topo de linha da Ford, mas dez anos depois ninguém mais o queria.” É até fácil explicar os motivos da rejeição do carro. Para quem era rico, dez anos depois, o carro já era velho, para quem não tinha tanto dinheiro ter um Lincon Continental 1948 significava prejuízo, pois consumia muita gasolina.
Um ano depois, Og comprou um fusca, “não tive coragem de me desfazer do Lincon. Com ele conquistei meu sucesso como empresário, e foi com ele que conheci minha esposa”. Resultado acabou ficando com os dois. Mais tarde adquiriu um Ford 28, só passar o carnaval. Isso era o que Og pensou que fosse acontecer, mas mais uma vez não conseguiu se desfazer do carro. “Foi aí que descobri que tinha espírito de colecionar”, afirmou o empresário.
E foi assim, carro após carro que Og foi montando sua colação. Mas o empresário faz questão de ressaltar que há uma grande diferença entre carro antigo e carro velho. “É melhor ter poucos carros, mas todos bem restaurados, que muitos mal cuidados.”
Como diz o ditado dos antigomobilistas, carro parado, sinal de carro quebrado. Manter essas ‘belezinhas’ não é tarefa fácil. “Os mantenho totalmente desativados. Eles ficam em cavaletes, sem gasolina, água ou óleo”, alerta Pozzoli.
Se me permitem, tenho outra confissão a vocês. Depois de testemunhar o brilho do olhos de Og Pozzoli ao falar de suas jóias, não é difícil entender como é fácil se fascinar pelo mundo dos antigos. Como o próprio Og definiu “este é um mundo encantado.”

terça-feira, 12 de junho de 2012

Matérias!!

Matérias antigas, mas gostosinhas de rever!!

Cofitto proíbe venda de pacotes estéticos em sites de compras coletivas


De onde vem tanta fé?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mico Nosso de Cada Dia!!

Quem mandou querer ser aluno de comunicação!! Não podia dar em outra.





O “Futebor” tem dessas coisas!



Quando a gente acha que já viu de tudo, somos surpreendidos com a notícia de que o Ronaldinho Gaúcho irá integrar seu elenco do Galo

Enquanto todos especulavam o fim da carreira do ex - camisa 10 do Flamengo, o Atlético Mineiro fazia, ontem (4), o anúncio de que Ronaldinho será o seu novo camisa 49 do clube.
Tento seu nome envolvido em tantas polêmicas quase se faz das alegrias que o craque já proporcionou a todos os brasileiros. Considerado um dos melhores do mundo, Ronaldinho nasceu na linda Porto Alegre, no sul do País, e teve a sua infância ligada ao esporte, especialmente por influencia de seu irmão, Assis, que é ex-jogador do Grêmio e Fluminense.
Ronaldinho Gaúcho marcou história no Barcelona, passou também por Grêmio, Paris Saint Germain, Milan e, finalmente, o Flamengo, de onde saiu pela porta dos fundos. Ele cobra do clube 40 milhões de reais, valor que, segundo ele, o Flamengo lhe deve.
Será que o problema são os clubes ou os jogadores? Ronaldinho Gaúcho não foi o primeiro a protagonizar cenas dignas de novela das 9h. Craques consagrados como o Ronaldo Fenômeno, Adriano e Roberto Carlos também deram o que falar no mundo do futebol.
Roberto Carlos, depois de criticar o comportamento da torcida corintiana, deixou o clube para jogar no Anzhi Makhachkala, na Rússia, onde apesar de ter sido alvo de preconceito por parte da torcida, após o treinador Gadzhi Gadzhiev ter sido demitido, assumiu interinamente a função de técnico, além de continuar jogando.
Ronaldo Fenômeno, que assim como Roberto Carlos voltou para o Brasil e foi parar no Corinthians, após a desclassificação precoce na Libertadores, em 2011, o Fenômeno não conseguiu mais suportar suas dores físicas, e decidiu anunciar oficialmente a sua aposentadoria oficialmente à imprensa. Segundo ele, sua aposentadoria se deu pelo fato de estar enfrentando seguidas lesões, inclusive revelando que sofria hipotireoidismo, um distúrbio metabólico que desacelera o metabolismo e dificulta a perda de peso. O jogador afirmou que o problema poderia ser resolvido com ingestão de hormônios, porém, esta prática é proibida no futebol, e acarretaria numa suspensão por doping. Porém, médicos discordam que o tratamento seja confundido com doping inclusive o próprio médico do Corinthians, que afirmou que Ronaldo não tinha esta doença. Além do mais esta doença evita emagrecer, mas não engorda.
O Adriano, que ganhou o apelido de Imperador, durante sua atuação no Inter, também passou pelo time alvinegro, e não jogou nada. Hoje começou a fazer fisioterapia no Flamengo para se recuperar de uma cirurgia feita no tendão de Aquiles do pé esquerdo.
Gênios com as bolas nos pés, mas polêmicos quando o assunto é vida pessoal. Só nos resta agora esperar para ver qual será a próxima que nossos craques irão aprontar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Brasil X Mano Menezes



Vamos combinar, não precisa ser nenhum PHD em Futebol para saber que a equipe de jogadores que integram a seleção brasileira não está jogando metade da metade do estamos acostumados e gostaríamos de ver.
Desde a derrota de 2 a 0 para o México, no jogo de ontem (3), em Dallas, a impressa e os torcedores não tem falam sobre outra coisa. O problema é que todos com o mesmo discurso. Eles insistem em comparar a goleada no jogo contra os Estados Unidos, considerada uma das seleções mais fracas do mundo, e a péssima atuação do Brasil contra o México.
Já para mim, que não sou nenhuma expert em futebol, apesar de já ter feito parte do time feminino do Parque do Povo, Sucatinhas, há alguns anos, o erro vem desde que Mano Menezes assumiu o comando da seleção, em julho de 2010, e não consegui desde então montar um time forte.
As especulações são de que se no próximo jogo o Brasil não conseguir bater a Argentina cabeças podem rolar, a primeira seria a do Mano. Não consigo entender o porquê disso, se já se passaram quase 2 anos e ele não conseguiu formar um time, o que leva o povo a ter esperança de que ele conseguirá formar um muito bom para disputar a COPA DO MUNDO de 2014?
Contudo, assim como todos os brasileiros, estou na torcida pela vitória da nossa seleção, não quero agourar ninguém... Pra frente Brasil!! 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como superar um relacionamento?


Passei a semana toda vendo matéria em todos os portais e sites de notícia sobre fim de relacionamentos. É engraçado como esses assuntos parecem brotar do asfalto quando estamos nessa situação.
As pessoas costumam tratar este tema como se existisse uma fórmula mágica para curar dor de amor. Não é fácil, nem simples superar o termino de um namora, casamento ou qualquer relação. Tão pouco existe fórmulas para isso.  Ah, e sabe aquele velho ditado que desde criança você ouvia “nada como um novo amor para curar outro”, isso é balela.
Não consigo acreditar que as pessoas possam ser substituídas como se fossem descartáveis. É claro que você não precisa ficar sofrendo para o resto da vida porque perdeu quem amava, ou achou que amava. Mas você só conseguirá esquecer, ou pelo menos sofrerá com menos intensidade, quando viver para si mesmo passar a ser a sua prioridade.
Normalmente, principalmente nós mulheres, quando entramos em um relacionamento colocamos em nossa conta a responsabilidade de fazer dar certo. Por esse motivo, muitas vezes, deixamos de ser quem realmente somos para agradar o outro. E quando o namoro chega ao fim o primeiro passo a ser dado é tentar resgatar aquela antigo eu, erguer a cabeça e parar de se culpar por não ter sido como você sempre idealizou.
Mas posso confessar uma coisa? Até conseguirmos enxergar tudo isso demora... Pode ser que para alguns esse tempo seja mais rápido. Para mim não foi assim. Por muito tempo, após terminar meu último relacionamento, o único sentimento que consegui sentir foi o de traição.  É, TRAIÇÃO. Essa é a palavra certa para expressar o que eu senti.
Me senti usada...
Terminar um relacionamento, quando existe amor ou mesmo qualquer sentimento de afeto, é nos dá a sensação de ter todo o peso do mundo nas costas. Quando se é descoberta uma traição, de fato, é a hora em que você para, começa olhar para traz e se perguntar: por quê? Por que comigo? Por que agora? Será que tem volta? Ele vai me ligar? Pedir perdão?
É decepcionante não ter as respostas imediatas para essas perguntas impossíveis de se calarem dentro da sua cabeça. Elas são pior que enxaqueca, te tira o sono e te deixa acuada.
Certo tempo depois, quando você se reencontra com aquele antigo eu – lembra dele? – consegue se dar conta de tanto sofrimento não valeu apena. Algumas pessoas parecem sentir prazer em tripudiar a dor alheia, isso é bem típico de ex. O meu, por exemplo, adorava me ligar, mandar mensagem. E hoje eu me pergunto: pra quê?
Quer saber um segredo? Sabe pelo que vale sofrer? Por nada. Aprendi que quando um amor é realmente verdadeiro te faz sofrer. Não estou afirmando aqui que em um relacionamento tudo são flores. Mas como pode um algo que só te machuca tanto te fazer bem?!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mantenha a forma no inverno



Não use o inverno como desculpa para comer aquele pouquinho a mais, nem como aquela preguicinha para fugir das atividades físicas. Durante todo o ano, a natureza passar por diversas transformações, o que não significa que seu corpo precise mudar também.
Por conta do frio nessa época do ano nosso organismo gasta mais energia, pois precisa manter a temperatura do corpo nos níveis normais. É esse acréscimo de gasto calórico que faz com que sintamos mais fome. Por isso é que é preciso ficar de olho não na quantidade, mas sim na qualidade do que se come.
Em entrevista concedida ao site Buscar Saúde, o médico Mohamed Barakat alerta que o primeiro passo é fugir de alimentos típicos do inverno como chocolates, fondues e sopas cremosas, que devem ser preparadas com legumes batidos, sem adição de creme de leite ou massas. “Pode-se ainda acrescentar pequenas quantidades de fibra de trigo, farelo de aveia e semente de linhaça. O chocolate quente pode ser preparado com leite desnatado. Os queijos amarelos podem ser trocados pelos brancos, inclusive nos fondues. Dicas simples, mas que fazem a diferença”.

Fonte: Buscar Saúde

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Para todas as idades


Cine Cri reproduz, gratuitamente, o filme O Som do Coração



O Centro de Referencia do Idoso da Zona Norte (CRI Norte) preza pela qualidade de vida e saúde dos mais velhos, mas também proporciona descontração a quem ainda não chegou à melhor idade.

Com o projeto Cine CRI, a instituição, que é fruto de uma parceria entre o governo do Estado de São Paulo e a Associação Congregação de Santa Casa, irá reproduzir nesta terça-feira (22) o filme O Som do Coração.
O longa americano, dirigido por Kristen Sheridan, conta a história de Lyla Novacek (Keri Russell) e Loius Connelly (Jonathan Rhys Meyers). Uma violinista e um guitarrista que se apaixonam desde a primeira vez que se veem.
Separados, Lyla descobre que está gravida, mas após um acidente de carro, seu pai doa a criança para adoção, sem seu consentimento e diz à jovem música que não foi possível salvar a criança. Criado em um orfanato, Evan Taylor (Freddie Highmore) conta com seu talento musical para encontrar os pais.
Caso você esteja em São Paulo e não tiver nenhum outro programa vale a pensa conferir essa história emocionante.


Local: Auditório Dr. Luiz Roberto Barrada Barata


            Entrada pela Rua Augusto Tolle, 987 ou  Rua Loluntários da Pátria, 4301 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dia Nacional da Luta Antimanicomial



Manifestação pública no vão do Masp; concentração às 13h

O Dia da Luta Antimanicomial é comemorado no dia 18 de maio em todo o território nacional. Em São Paulo, a data será marcada por uma manifestação pública no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, 1.578, a partir das 13h. O trajeto passará pelo Caps Itaipeva, Avenida Paulista, Avenida Dr. Arnaldo até a Secretaria de Estado da Saúde.

A comemoração tem por objetivo a conscientização popular para o respeito e conhecimento dos direitos dos portadores de transtornos mentais, a humanização do tratamento psiquiátrico, para acabar com o encarceramento e isolamento dos pacientes em hospitais psiquiátricos, com isso proporcionar a eles uma vida familiar e social.

Em 1987, exatamente no dia 18 de maio, acontecia na cidade de Bauru, no interior de São Paulo, o 1º Encontro Nacional de Trabalhadores, evento que reivindicou a mudança no modelo de assistência em saúde no Brasil, baseado nos princípios da Reforma Sanitária Brasileira e no processo de desinstitucionalização psiquiátrica, resultando na criação do Sistema Básico de Saúde (SUS) e na Reforma Psiquiátrica.

Este movimento foi responsável pela transformação no modelo adotado a assistência às pessoas portadoras de transtornos mentais, dando a elas o direito a um tratamento público integral e de qualidade, junto a sua família, evitando assim o rompimento dos vínculos familiares e afetivos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É possível ir além do canteiro de obras?

Por Fernanda Costa e Thaís Cordon

Pela maneira como anda sendo tratada, a sustentabilidade deve ser prioridade para o Brasil se destacar internacionalmente entre os países do Bric (que também inclui Rússia, Índia e China). A expectativa é que os membros deste bloco econômico terão peso determinante na economia mundial nas próximas décadas, segundo os critérios que atualmente são necessários para a competitividade internacional. Um deles, a produtividade, talvez não seja o forte da produção brasileira. China e Índia, por exemplo, dominam os setores de eletrodomésticos, softwares e em serviços médicos.

Dada sua biodiversidade, o desenvolvimento de estratégias econômicas mais sustentáveis pode ser a salvação da lavoura brasileira. A avaliação é do professor e mestre em engenharia de produção, com ênfase em logística ambiental, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rogério Valle.

Entretanto, para o país seguir por este caminho verde será necessário que a população – e o empresariado – tenha consciência da verdadeira ideia de sustentabilidade. Daí surge a inevitável questão: isto será possível?

O economista e professor da Universidade Paulista (UNIP) Marco Aurélio Moretti avalia que seria um risco propor um novo modelo econômico que não seja baseado em nossa realidade. “Cada país deve procurar o modelo que lhe convenha, de acordo com as suas características próprias.”

A questão é saber se ainda existe tempo para a mudança. Pesquisadores alertam, por exemplo, que as agriculturas extensivas que provocam a desertificação por mau uso do solo ou mudanças climáticas, são exemplos de padrões insustentáveis. Pensar sobre isto seria obrigatório num país de economia eminentemente agrícola. Entretanto, somente em São Paulo, quatro milhões dos 18 milhões de hectares utilizados já estão nesta situação.

Outros estudos comprovam que 24,95% da região semiárida do nordeste estão comprometidas em vários níveis de degradação ambiental. A perda agregada de solo é de 200 mil toneladas/ano, e o impacto de alguns produtos é enorme. Provavelmente o consumidor não imagina que para cada quilo de soja, perde-se 10 quilos de solo e para cada quilo de algodão plantado, 12 quilos de solo.

Para a advogada especializada em Direito do Consumidor e Direito Ambiental e professora da FMU Alessandra Sutti, há um árduo e oneroso caminho, fazendo com que a sustentabilidade não saia do papel, quando se trata de seguir sua etimologia, mas seja colocada em prática quando se trata de lucratividade.

A especialista alega que a sustentabilidade só serve de plano de fundo para aqueles que enxergam os verbos como ação - tornar, garantir, atender, comprometer - enquanto sua efetividade é compreendida pela conjugação dessas ações - tornar (É) garantir (E) atender (SEM) comprometer. “Quanto ao Brasil, enquanto for tratado como mero canteiro de obras, estaremos equidistantes da tão almejada harmonia, quiçá da sustentabilidade.”

terça-feira, 27 de março de 2012

Estímulos precoces ajudam no desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down

Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras, pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais são fundamentais para o desenvolvimento intelectuais dos portadores

Nos últimos anos, ser diagnostica com Síndrome de Down deixou de ser uma sentença que determina o potencial de alguém.  Durante muito tempo a pessoa com Down foi vista como se fosse doente ou mesmo como uma eterna criança, uma relação social que dificultava, ou até impedia, que se desenvolvesse dentre suas potencialidades.

A Síndrome de Down não é uma doença, é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21. Tal alteração afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas. Contudo, hoje, com cada vez mais qualidade e expectativa de vida maior, portadores tem muito a comemorar. Isso porque os tratamentos das patologias associadas à síndrome têm feito grande diferença. Tendo em vista que pessoas com Down têm grandes chances de ter doenças como problemas cardíacos, hipotireoidismo, doença celíaca e leucemia.

Problemas de visão, audição e motores também se transformam em um obstáculo para o desenvolvimento e à aprendizagem, independentemente do atraso intelectual. Por isso o acompanhamento médico deve constante e a estimulação deve ser iniciada o quanto antes.

A equipe deve contar com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras, pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Através do tratamento multidisciplinar, estes profissionais ajudam aos portadores da síndrome a aprimorarem a dicção, a força muscular e a desenvolver outras habilidades.

É importante lembrar, no entanto, que todo o tratamento é importante, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a criança desenvolve a capacidade de os neurônios formarem novas conexões, mas que o desenvolvimento do paciente vai depender de um conjunto de fatores, como, além do acompanhamento médico, a estimulação feita pela família e a doenças associadas, como o autismo, por exemplo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Vilão X Mocinho


No último domingo (11) o São Paulo levou a melhor na disputa contra a Portuguesa e ganhou por 2 a 1. Vitória garantida no segundo tempo com um gol espetacular de Luiz Fabiano.  Mas não foi, exatamente, o extraordinário gol do Fabuloso que tomou as páginas dos jornais, sites e redes sociais, e sim a falta de brilho de Lucas.

O jogador de apenas 19 anos, que chegou ao clube aos 13 anos e em 2010 passou a fazer parte do elenco profissional do São Paulo, tem sido alvo de críticas públicas do técnico tricolor, Emerson Leão.

Tudo começou despois da vitória por 1 a 0 sobre o independente. Leão criticou Lucas por seu individualismo.  No Twitter, o craque rebateu “às vezes não entendo. Se parto pra cima eu estou errado, se toco de lado, também estou errado. Não sei mais o que faço”.

No domingo Lucas não apareceu tanto, todas as vezes que tocou na bola logo tratou de passa-la para frente. E recebeu nova crítica do técnico “no primeiro tempo, ele tocou quando poderia individualizar. Ele não foi o Lucas hoje (domingo) e, por isso, saiu”.

Essa queda de braço tem dividido opiniões, mesmo entre os são-paulinos. Há quem ache que o garoto está certo, e aqueles que acreditam que a experiência de Leão vale mais que caprichos de um garoto que está apenas começando no futebol.

Já até li na internet pessoas dizendo “Lucas não é craque”. O que, em minha opinião, não passa de inveja.

Sejamos francos, o Lucas é um excelente jogador. Desde 2010 só tem dado alegrias a torcida. E o que os torcedores fazem agora, momento em que ele mais precisa de apoio? Simplesmente esquecem tudo o que ele já fez pelo time.

É claro que também acho que o Lucas precisa amadurecer e aprender a encarar as críticas de modo que o ajude a crescer tanto como profissional quanto como pessoa. Mas pera lá gente, ele ainda é apenas um garoto. E vai aprender.

O que muitos têm mostrado é que há uma briga entre professor e aprendiz. O que não existe. Isso não tem que ser uma guerra. 

Em entrevista coletiva concedida hoje, Leão tentou por fim a polêmica. "Tudo que falei foi perante o grupo. Temos passado todos os dias dentro de um clima de confiança. É para isso que a comissão técnica serve. Quando se pensa diferente ou se faz algo diferente, a gente conversa e ajusta. O episódio se encerrou e a responsabilidade foi aumentada. Basta ver o noticiário dos últimos dias, só se falou nisso, o que mostra a importância que o Lucas tem para o nosso grupo", afirmou o treinador.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Sim, você pode!!

Suponha que alguém lhe deu uma caneta. Você não pode ver quanta tinta tem. Pode secar logo depois das primeiras palavras ou durar o suficiente para você criar uma bela obra (ou diversas); que durasse para sempre. 

A regra do jogo não obriga você a fazer qualquer coisa. Você pode, ao invés de usar a caneta, deixá-la em uma prateleira ou em uma gaveta onde secasse sem ser utilizada. Mas se você decidisse usar, o que você faria? Como você jogaria esse jogo?

Você iria planejar e planejar antes de escrever cada palavra? Seus planos seriam tão extensos que você nunca começaria?

Ou você colocaria a caneta na mão e simplesmente escreveria, esforçando-se para prosseguir com um monte de palavras?

Você escreveria com cuidado, como se a caneta secasse no momento seguinte, ou você fingiria ou acreditaria que a caneta escreverá para sempre?


E sobre o que você escreveria: sobre amor? Ódio? Divertimento? Miséria? Vida? Morte? Nada? Tudo? Você escreveria sobre si mesmo? Ou sobre os outros? Ou sobre si mesmo?

Suas letras seriam trêmulas e tímidas ou brilhante e realçada? Enfeitadas ou simples? Você escreveria mesmo? Uma vez que você tem a caneta, nenhuma regra diz que você tem que escrever. Você rascunharia? Borrões ou desenhos?

Você permaneceria nas linhas, ou não veria nenhuma linha, mesmo se estivessem lá? Há muito o que pensar sobre isso, não é?


Agora, suponha que alguém lhe deu uma vida...