sexta-feira, 20 de julho de 2012

20 de julho: Dia do Amigo







Como já dizia Shakespeare “amigos são a família que nos permitem escolher”. É engraçado como tanta gente passa pelas nossas vidas e nem todas ficam?! Mas o mais intrigante ainda é como essas pessoas podem nos marcar.
Podemos ter vários amigos, mas sempre existe aquela pessoas especial, que é como se fosse sua irmã, é assim que fomos minha amiga e eu. Nós nos brigamos, mas nos amamos, fazemos loucuras e nos divertimos. Ah, e somos inseparáveis também. Somos irmãs só que temos pais diferentes, sabe.
Já passamos por tantas coisa juntas, houveram momentos de risos e de lágrimas, mas sempre estávamos juntas...
Às vezes me pego pensando como será nossa amizade daqui a alguns anos, há tanto ainda para acontecer. Mas quer saber de uma coisa?! Não importa o quanto longe nós estejamos ela sempre estará comigo, onde quer que eu vá. Sempre teremos uma a outra para se apoiar pela estrada até o nosso final feliz.
Todos os momentos que passamos, vou guardar como fotos e prendê-los em meu coração para sempre. Nunca vou te esquecer amiga.
Feliz dia do amigo!!



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Movimento ‘Fora PM’ divide opiniões


(Novembro/2011)

A Universidade de São Paulo (USP) uma das melhores faculdades do País, senão a melhor, e reconhecida mundialmente é dona de um currículo de dar inveja a qualquer universidade. Detentora de vários prêmios, entre eles o de estar entre as 500 melhores universidades do mundo, por exemplo, segundo a própria instituição, é fruto do talento e dedicação dos docentes, alunos e funcionários. Mas a USP não detém apenas títulos, também coleciona diversos escândalos ao longo de toda a sua existência. O mais recente foi a ocupação da reitoria da Universidade por estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas (FFLCH), que reivindicam a saída da Polícia Militar do campus. A ocupação durou cerca de dois meses, mas chegou ao fim na madrugada do último dia 8 de novembro e se tornou assunto nos principais jornais da cidade.
Durante a reintegração, 73 alunos foram detidos e indiciados por dano ao patrimônio público e desobediência à ordem da Justiça. Eles também foram responsabilizados por danos ambientais devido às pichações feitas nas paredes do imóvel. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chegou a falar, na ocasião, que os estudantes retirados do prédio da reitoria precisavam de “uma aula de democracia.”
O movimento “Fora PM” tem sido motivo de muitas discussões e tem divido opiniões. Segundo o professor universitário, Vinícius Souza, os estudantes querem segurança, mas afirma “não da PM, a polícia mais violenta do mundo, treinada para vigiar e reprimir. A universidade é um espaço de livre pensamento, não de repressão. O que vai trazer segurança para a USP é uma iluminação descente e, principalmente, a abertura do campus ao público.”
Já para o jornalista Luiz Fernando Secco, os alunos da Universidade de São Paulo “não passam de ‘filhinhos de papai’, que não tem o mínimo respeito com o patrimônio da sociedade”, desabafa o comunicador.
Segundo o jornalista, que diz já ter sido convidado para diversas festas realizadas dentro da Universidade, “a USP é ‘terra de ninguém’, todo mundo faz o que quer e lá é o paraíso das drogas. As pessoas tentam justificar seus erros, e não querem ser punidas por eles, por isso querem a PM fora”, afirma Secco.
Essa discussão, ao que tudo indica, não terá um fim tão próximo e tem muita água para rolar. Enquanto os alunos e uma minoria defendem que a segurança da USP precisa ser feita por uma guarda preparadas para lidar com o indivíduo, outros continuam achando que os alunos são apenas ‘garotos mimados’ que já já  voltam para as suas casas e tudo acabará em nada. Contudo, o mais importante é a sociedade se conscientizar de que SIM, precisamos de uma policia melhor preparada.
 A polícia que mata
Dados divulgados pela Secretaria de Segurança e analisados pela Ouvidoria da polícia mostram que em cinco anos - período de 2005 a 2009 - a Polícia Militar de São Paulo matou mais que todas as polícias dos Estados Unidos juntas.
Em entrevista publicada no blog Arma Branca (armabranca.blogspot) o ex-subsecretário nacional de Segurança, Guracy Mingardi, diz que tal fato se dá por uma questão cultural da sociedade brasileira, que tende a apoiar  os assassinatos  cometidos por policiais  e prega que “bandido bom é bandido morto.”
No livro Rota 66 - A história da Polícia que Mata, escrito pelo jornalista Caco Barcellos, por exemplo, fruto de oito anos de pesquisas, reúne dados que levam a identificação de 4.200 vítimas, em sua maioria jovens negros e morados de favelas, mortos por policiais militares. Segundo explicações da PM, todas as mortes se deram por resistência dos delinqüentes, mas nem todos os assassinatos ficaram totalmente esclarecidos.
Como fazer a diferença?
Segundo o professor Vinícius Souza, as coisas só irão mudar quando a sociedade mudar o seu modo de pensar. “Não podemos permitir que a PM entre na USP e reprima os alunos, assim como não devemos aceitar que façam isso com o morador do Grajaú. O que a sociedade quer é que a PM bata nos estudantes, assim como é feito com o cara que mora no Grajaú”, conclui o professor.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nada nos deram, tudo conquistamos


Cleuza Ramos há mais de 20 anos dedica sua via a realizar sonhos dos outros

“Não acredito em coincidência. Quando duas peças se encontram é porque elas fazem parte de um mesmo quebra-cabeça.” Essa frase dita por Antônio Fagundes em uma cena do filme A dama do cine Shangai, em 1987 e que também está no livro Da dignidade à oportunidade, de Goimar Dantas, ilustra bem a história de Cleuza Ramos. 
Líder comunitária, ela vem dedicando sua vida à realização dos sonhos dos outros. Cleuza compôs e participou de diversos grupos religiosos na Igreja Católica e foi nesta época, quando esses grupos começaram a discutir temas como a Teologia da Libertação, e as mudanças políticas que vinham ocorrendo no Brasil que ela passou a integrar o PT, Partido dos Trabalhadores.
Tantas informações que recebia, a levaram a um conflito, pois o discurso utilizado pela igreja tornava-se cada vez mais distante da vida que levava. “Eu estava muito infeliz porque falava de liberdade, mas ao mesmo tempo não me sentia livre”, disse ao lembrar do seu primeiro casamento.
Foi na mesma igreja que conheceu o hoje advogado e deputado estadual reeleito, Marcos Zerbini. Juntos, desde a década de 80, eles vêm tocando a ATST, Associação dos Moradores Sem Terra de São Paulo, movimento que nasceu como todos os outros “sempre demandando a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, dos órgãos similares da Prefeitura da Capital, fazendo caravanas à Brasília, participando de passeatas e manifestações”, conta ela.
Cansados de promessas os participantes dos grupos decidiram ir mais longe. “Começamos a pensar em alternativas e discutir a possibilidade de comprar terrenos coletivos. Um ajudando o outro e o grupo todo se ajudando, conseguimos construir um bairro. Independente de governos”, conta ela. Hoje a associação ajuda a mais de 20 mil famílias. O objetivo é o de sempre: viabilizar moradias de qualidade para aos menos favorecidos. “Para isso nós procuramos reunir grandes grupos aos quais passamos toda a espécie de orientação, inclusive jurídica. Essas famílias contribuem com cotas e adquirem lotes de terra onde futuramente construirão suas casas”, explica Cleuza.
Não satisfeita, em 2004 ela ainda participou da criação da Associação Educar para Vida. “A princípio nosso foco era apenas os filhos dos moradores das nossas comunidades. Hoje a Associação já atende a mais de 50 mil estudantes de todos os cantos da Grande São Paulo. Eu me lembro que olhava para aqueles meninos e dizia: meu Deus, aos 18 anos esses meninos vão terminar o colegial e virar concreto?”
Descrita por todos como uma mulher forte e guerreira, Cleuza, confessa que muitas vezes pensou em desistir. “Sentei no banquinho de réu da Justiça quatro vezes. Fui absolvida em todas”, lembra ao falar dos problemas jurídicos que foi obrigada a enfrentar no grupo de moradia. Emocionada explica que não larga nada porque, “quando olho para traz, vejo que não posso viver sem isso.” E vai mais longe revelando que quando chega em cada reunião das quais participa se questiona: “Senhor, como posso viver sem isso?”
Em meio a lágrimas, Cleuza tenta explicar o que sente em relação à associação: “a gente pode viver sem comer? Se não comer você morre, para mim é a mesma coisa. Se eu ficar sem isso tudo, essa minha vida eu morro, não teria motivos para viver”, desabafa.
“Deus sabe o que cada pessoa tem em seu coração. Elas têm seus desejos e eu não tenho o direito de fazer um projeto para a vida delas. É por isso que a nossa associação ainda sobrevive e as outras que nasceram com ela, já morreram todas”, diz, e conclui: “A gente responde a uma realidade, que nos é colocada de um jeito diferente a cada dia. Olhamos para as pessoas, não para o projeto.”